“Á 500 anos atrás a deusa Selena
desceu para a terra e anunciou para todos os seres que ali viviam: Hoje para todos
os seres desse planeta tenho uma proposta, aquele que for capas de subir ao paraíso
cuja porta de entrada está selada no vale proibido, guardado pelo meu irmão
Céterus e seus demônios,
terá o direito de se casar com minha filha Nalis, se tornar o próximo deus
supremo da terra, e assim levar toda sua raça ao paraíso.”
Isso é o que
conta a historia... Meu nome é Richard, sou humano, tenho 20 anos de idade e
sou um viajante seguindo a procura do vale proibido, um dia me contaram essa
historia, da deusa Selena, deusa que deu nome a nosso planeta, dizem que um
deus supremo pode ressuscitar qualquer ser que um dia já viveu nesta terra, e é
por isso que estou à procura do vale, pois quero me tornar um deus supremo para
reviver meu pai que morreu durante um ataque dos servos de um demônio de
Céterus, pelo menos foi o que minha mãe contou, ela disse que ele se sacrificou
para nos salvar, eu era muito novo por isso não me lembro.
Agora estou
a caminho da Cidade de Niel, me disseram que por lá posso conseguir mais
informações sobre o vale proibido, até agora não sei nada sobre tal lugar,
porém estou confiante que nessa cidade terei algum resultado...
Chegando à
cidade tudo parece calmo, é uma cidade pequena se comparada às outras, mas bem
grande se comparado a vila onde eu morava. Seguindo para a um hotel vejo uma
multidão no centro, agora entendo porque a entrada estava tão vazia apenas com
um guarda protegendo a mesma.
No centro da
cidade havia uma praça, ao que parece alguém estava prestes a ser executado, um
homem de aparência estranha, parecia que não tomava banho à dias,pelo jeito
esse é o resultado ao ser jogado em uma prisão. Quando ele estava prestes a ser
executado, ouço o grito de uma mulher:
-Não! Ele
não matou ninguém, o verdadeiro assassino está seguindo agora para fora da
cidade provavelmente rindo da cara de todos vocês! Está na entrada agora mesmo!
Um guarda
respondeu:
-Já que você
diz nos vamos agora para lá, mas se não tiver nada a execução vai ser realizada
sem mais interrupções! Enquanto isso todos vocês podem voltar aos seus
trabalhos.
Então a
multidão foi se dispersando, eu resolvi seguir meu rumo também e fui para a
Taverna local. Chegando lá encontro aquela mesma mulher um ruiva com aparência
de uns trinta anos alta, ela era a dona da taverna, seu rosto apresentava uma
expressão de preocupação, andei até ela e perguntei:
-Algo de
errado senhora? - E ela nem sequer me olhou, continuou com a mesma expressão
segurando um pendant preso ao seu pescoço como se tivesse com a mente em outro
lugar, e eu voltei a chamá-la – Senhora? Você está bem?
Enfim ela
notou que eu a chamava e respondeu:
-Oh
desculpe-me, estava distraídas, o que deseja?
-Por acaso
teria um quarto barato disponível para eu passar a próxima noite? – Respondi
-Sim o
quarto mais barato custa 100 moedas de ouro uma noite.
-Aqui está.
– paguei o custo do quarto e perguntei – Precisa de ajuda com alguma coisa? A
senhora parece estar preocupada com algo.
-Suponho que
o senhor estava presente na praça hoje cedo, certo? – ela respondeu-Aquele
homem prestes a ser executado era meu marido, um criminoso matou o filho do
prefeito semana passada e incriminou meu marido colocando a arma usada no
assassinato em seu armário, meu marido era o mordomo do prefeito e os
empregados foram os primeiros a serem investigados.
Então eu
disse:
-Caso tenha
algo que eu possa fazer, não tenha medo de falar, tudo que eu pediria de volta
é uma informação.
-Você faria
isso por mim? Tudo que eu peço é que capture aquele bandido - Ela respondeu com
um tom desesperado - a essa altura ele deve estar na floresta, os guardas
jamais encontrariam ele lá, você poderia fazer algo assim?
-Com
certeza, mas antes poderia me responder uma coisa? O que você sabe sobre o vale
proibido?
-Desculpe,
mas não sei nada, porém meu sogro pertenceu ao exercito e contava varias
historias sobre a busca pelo tal vale para meu marido, talvez ele saiba algo...
– Ela respondeu.
-Já que é assim
seguirei em busca do bandido agora mesmo! – eu disse - se isso me ajudar a
achar o vale.
Ela
agradeceu e eu segui para a floresta...
A floresta
era densa e escura, caminhei por horas e quando notei estava perdido, já estava
anoitecendo, as 100 moedas de ouro não valeram nada a final de contas. O bom é
que eu tinha alguma experiência em sobreviver em lugares como a floresta, fiz
uma fogueira encostei a cabeça em uma pedra e cai no sono.
Continua.