sexta-feira, 13 de março de 2015

A busca Pelo Trono do Paraíso

 “Á 500 anos atrás a deusa Selena desceu para a terra e anunciou para todos os seres que ali viviam: Hoje para todos os seres desse planeta tenho uma proposta, aquele que for capas de subir ao paraíso cuja porta de entrada está selada no vale proibido, guardado pelo meu irmão Céterus e seus demônios, terá o direito de se casar com minha filha Nalis, se tornar o próximo deus supremo da terra, e assim levar toda sua raça ao paraíso.”
Isso é o que conta a historia... Meu nome é Richard, sou humano, tenho 20 anos de idade e sou um viajante seguindo a procura do vale proibido, um dia me contaram essa historia, da deusa Selena, deusa que deu nome a nosso planeta, dizem que um deus supremo pode ressuscitar qualquer ser que um dia já viveu nesta terra, e é por isso que estou à procura do vale, pois quero me tornar um deus supremo para reviver meu pai que morreu durante um ataque dos servos de um demônio de Céterus, pelo menos foi o que minha mãe contou, ela disse que ele se sacrificou para nos salvar, eu era muito novo por isso não me lembro.
Agora estou a caminho da Cidade de Niel, me disseram que por lá posso conseguir mais informações sobre o vale proibido, até agora não sei nada sobre tal lugar, porém estou confiante que nessa cidade terei algum resultado...
Chegando à cidade tudo parece calmo, é uma cidade pequena se comparada às outras, mas bem grande se comparado a vila onde eu morava. Seguindo para a um hotel vejo uma multidão no centro, agora entendo porque a entrada estava tão vazia apenas com um guarda protegendo a mesma.
No centro da cidade havia uma praça, ao que parece alguém estava prestes a ser executado, um homem de aparência estranha, parecia que não tomava banho à dias,pelo jeito esse é o resultado ao ser jogado em uma prisão. Quando ele estava prestes a ser executado, ouço o grito de uma mulher:
-Não! Ele não matou ninguém, o verdadeiro assassino está seguindo agora para fora da cidade provavelmente rindo da cara de todos vocês! Está na entrada agora mesmo!
Um guarda respondeu:
-Já que você diz nos vamos agora para lá, mas se não tiver nada a execução vai ser realizada sem mais interrupções! Enquanto isso todos vocês podem voltar aos seus trabalhos.
Então a multidão foi se dispersando, eu resolvi seguir meu rumo também e fui para a Taverna local. Chegando lá encontro aquela mesma mulher um ruiva com aparência de uns trinta anos alta, ela era a dona da taverna, seu rosto apresentava uma expressão de preocupação, andei até ela e perguntei:
-Algo de errado senhora? - E ela nem sequer me olhou, continuou com a mesma expressão segurando um pendant preso ao seu pescoço como se tivesse com a mente em outro lugar, e eu voltei a chamá-la – Senhora? Você está bem?
Enfim ela notou que eu a chamava e respondeu:
-Oh desculpe-me, estava distraídas, o que deseja?
-Por acaso teria um quarto barato disponível para eu passar a próxima noite? – Respondi
-Sim o quarto mais barato custa 100 moedas de ouro uma noite.
-Aqui está. – paguei o custo do quarto e perguntei – Precisa de ajuda com alguma coisa? A senhora parece estar preocupada com algo.
-Suponho que o senhor estava presente na praça hoje cedo, certo? – ela respondeu-Aquele homem prestes a ser executado era meu marido, um criminoso matou o filho do prefeito semana passada e incriminou meu marido colocando a arma usada no assassinato em seu armário, meu marido era o mordomo do prefeito e os empregados foram os primeiros a serem investigados.
Então eu disse:
-Caso tenha algo que eu possa fazer, não tenha medo de falar, tudo que eu pediria de volta é uma informação.
-Você faria isso por mim? Tudo que eu peço é que capture aquele bandido - Ela respondeu com um tom desesperado - a essa altura ele deve estar na floresta, os guardas jamais encontrariam ele lá, você poderia fazer algo assim?
-Com certeza, mas antes poderia me responder uma coisa? O que você sabe sobre o vale proibido?
-Desculpe, mas não sei nada, porém meu sogro pertenceu ao exercito e contava varias historias sobre a busca pelo tal vale para meu marido, talvez ele saiba algo... – Ela respondeu.
-Já que é assim seguirei em busca do bandido agora mesmo! – eu disse - se isso me ajudar a achar o vale.
Ela agradeceu e eu segui para a floresta...
A floresta era densa e escura, caminhei por horas e quando notei estava perdido, já estava anoitecendo, as 100 moedas de ouro não valeram nada a final de contas. O bom é que eu tinha alguma experiência em sobreviver em lugares como a floresta, fiz uma fogueira encostei a cabeça em uma pedra e cai no sono.

Continua.


  








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